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Dilma diz que se defenderá pessoalmente

Dilma diz que se defenderá pessoalmente no Senado e será um show imperdível

Dilma mandou ligar para a jornalista da Folha e comunicou a decisão
Natuza NeryFolha
A presidente afastada Dilma Rousseff fará pessoalmente sua defesa no julgamento do Senado. Na manhã desta quarta-feira (17), Dilma procurou a Folha para comunicar sua decisão. “Será a manifestação de uma presidente que irá ao Senado e que está sendo julgada por um processo de impeachment sem crime de responsabilidade”, disse a presidente por telefone.
Questionada se não temia atitudes agressivas por parte de alguns senadores, respondeu: “Nunca tive medo disso. Aguentei tensões bem maiores na minha vida. É um exercício de democracia”.
Dilma ficou particularmente incomodada com avaliações veiculadas na imprensa de que ela poderia não ir ao Senado por temer perguntas de seus oponentes e possíveis ataques no plenário do Senado. Essas avaliações levavam em conta o fato de sua ida prever, além de discurso, perguntas por parte de seus julgadores.

UM SHOW – “Se eles quiserem que o Brasil veja um show do tipo de 17 de abril (data da votação do processo de impeachment na Câmara)…”, disse a presidente afastada, deixando implícita a conclusão da frase.
A coluna Painel, da Folha, publicou nesta quarta-feira que Dilma Rousseff dava sinais de que estaria disposta a fazer pessoalmente sua defesa no julgamento final do impeachment.
No PT, os incentivadores de seu comparecimento ao Senado diziam que a petista “cresce na adversidade”, lembrando que ela, quando ministra, “destruiu” o senador oposicionista José Agripino ao ser por ele confrontada em uma sessão.
Será a primeira vez que Dilma irá ao Congresso para se defender no processo que pede o seu afastamento. A data de seu comparecimento ainda não está definida.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Realmente, será um espetáculo imperdível, que vai bater recorde de audiência. Uma espécie de “stand up comedy”, com a comediante, digo, comedianta, interagindo com a platéia de 82 convidados especiais (Leawandowski e os 81 senadores), todos eles, também humoristas de altíssimo nível. Vai ser o maior espetáculo da Terra, de colocar no chinelo o diretor Cecil B. DeMille. (C.N.)

Mais revelações sobre personalidades da política e da cultura brasileira

Brizola e Jango, na morte de Getúlio
Marcelo Câmara
João Goulart – Jango contou para Darcy Ribeiro e este me fez esta histórica e inédita revelação. João Goulart, Ministro do Trabalho de Getúlio, participou da tensa e fatídica reunião do Ministério no Palácio do Catete, na noite de 23 de agosto de 1954. Na saída, o Presidente lhe entregou um envelope fechado, pedindo ao seu herdeiro político predileto: “Abra somente amanhã quando acordar”. Jango, gaúcho, bom bebedor, tomou uns tragos para relaxar e foi dormir. Despertou com o alvoroço nas ruas, gritos. Ligou o rádio e ouviu a notícia do suicídio de Vargas. Lembrou-se do envelope, abriu-o e leu. Era uma via do rascunho manuscrito da Carta Testamento, assinada pelo Presidente, com todo o conteúdo que se conhece.
Jango, estupefacto, atordoou-se. Tomou um banho gelado e rumou para o Catete, onde se deparou com toda a tragédia. A forma final da Carta Testamento foi feita pelo assessor de Getúlio, José Soares Maciel Filho, segundo um sobrinho deste, Queiroz Campos, me confidenciou.
Arthur Moreira Lima – O pianista carioca foi o brasileiro mais aplaudido da História. Durante cinco minutos ininterruptamente, Arthur foi ovacionado por uma platéia de pé, em delírio, após ouvir o brasileiro, então com vinte e quatro anos, na final do Concurso Internacional de Piano Fryderyk Chopin, em 1965, em Varsóvia.
Quem me informou a proeza foi um diplomata polonês presente ao evento. Apesar da consagração da platéia, ficou em segundo lugar, atrás da vencedora, a argentina Martha Argerich. O segundo brasileiro mais aplaudido em todos os tempos foi o engenheiro e físico José Walter Bautista Vidal (1934-2013), pioneiro das políticas de Energias Alternativas no Brasil, quando foi aplaudido, igualmente de pé, por cerca de três minutos num Congresso Internacional de Energia, em Washington, EUA.
Tom Jobim – A decadência da Música Popular Brasileira vem de longe. Após a Bossa Nova e o Tropicalismo, com raras exceções, nada aconteceu. O consagrado advogado e pianista Jorge Béja me relatou a visita que fez à residência de Jobim em meados da década de 1980. Béja perguntou a Tom: “E essas músicas que estão fazendo sucesso hoje em dia, você gosta?” Tom respondeu: “Isso não é música. É barulho. É a aporrinhola.”
Amigos comuns, meus e de Tom, me contaram outra, entre tantas, do conhecido humor de Tom, que, por diversas vezes, foi visto bebendo chope nos pontos cariocas onde era sempre encontrado, com o braço esticado, erguido sobre a cabeça, segurando o copo. Os presentes interrogavam: “O que é isto, Tom?” Ao que ele retrucava: “O médico mandou que eu suspendesse a cerveja”.
Graciliano Ramos – O genial escritor, ateu, tinha a Bíblia como livro de cabeceira, e só bebia cachaça. E foi assim durante toda a vida. Um amigo meu, seu vizinho no Catete, Rio de Janeiro, me contou que o autor de “Vidas Secas” tinha como companheira uma pinga de nome Azuladinha, do Engenho de Bernardo Rollemberg, de Coruripe, das Alagoas. Degustei-a em 1995. Cachaça mediana, apenas bebível, longe da Excelência Sensorial.
Aliás, o nome da pinga – Azuladinha – é, na verdade, um diminutivo do tipo de cachaça Azulada (pela lei em vigor, hoje, “Cachaça composta”), nascida em Paraty, no Século XIX. Trata-se de uma cachaça nova, branca, que recebe na panela do alambique folhas de tangerina, conferindo-lhe, contra a luz, um tom azulado.
Não há mudança no aroma ou no sabor. No início do Século XX, o Nordeste se apropriou do nome “Azulada”, transformando o tipo de cachaça em várias marcas de cachaça, substituindo as folhas de tangerina por cascas de banana d’água, o que provoca o mesmo efeito cromático.
Baden Powell – Baden contou para o músico Fernando Mendonça (1959-1999), filho de Newton Mendonça, e este me contou. No início dos anos 1960, Baden, ainda solteiro e morando na Zona Norte do Rio, iniciava a sua luminosa carreira que o tornaria o maior violonista brasileiro do Século XX. Arranjava o único LP da excelente Célia Reis, que criava “Só danço o samba, de Tom e Vinicius”, faixa onde o MPB-4, de Niterói, que ainda eram três, aparecia pela primeira vez. Baden tocava violão em todo o disco “O samba é Célia Reis”.
Depois de uma noite numa zona de meretrício, com muito sexo e álcool, Baden dorme e quando acorda vê suas unhas muito bem cortadas, curtíssimas, as mesmas unhas que tangiam brilhantemente as cordas do violão. A prostituta explicou-se: “Você estava com as unhas tão grandes… Me deu pena de você. Resolvi cortar.” Foi-se, momentaneamente, o ganha-pão de Baden.
Tim Maia – Num final de tarde, adentra ao escritório do meu amigo Jorge Béja, o polêmico cantor e compositor Tim Maia. À época, ele havia comprado, fazia dois anos, um apartamento na planta, da Construtora Veplan, que não lhe entregava o imóvel já quitado. Deixou toda a documentação, assinou a procuração e pediu a Béja:
“Por favor, doutor, não entre na Justiça antes de eu ligar para o senhor. Se eu não ligar é porque eu mesmo resolvi a parada.” Béja, curioso, interrogou: “Mas por qual motivo?” Tim esclareceu: “Vou primeiro procurar os caras (se referia à Veplan). Vou mostrar e cantar para eles uma música que fiz e vou gravar”.
Béja, mais curioso ainda, perguntou: “Você pode cantar essa tal música para mim?” Tim soltou o vozeirão: “A ave plang, a ave plang / A ave plang é rapineira, / Sai fora dela, / A ave plang é traiçoeira, eira, eira, eira / Ave plang traiçoeira, eira, eira, eira…”
Béja lembra apenas deste refrão, mas a letra era enorme, contava a história de uma ave com o nome de “plang”. Tim nunca ligou para o advogado. Dois meses depois, Béja ligou para Tim para saber como ficou o caso. Tim explicou: “Obrigado, seu doutor. Já estou morando no apartamento. Não precisa ir pra Justiça, não. Cantei a música para o dono da construtora e eles me entregaram o apê em uma semana. Esperei dois anos e resolvi tudo em uma semana”.

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